Uma decisão oficializada pela Anvisa no final de outubro expandiu as possibilidades de prescrição do Mounjaro, permitindo o uso da tirzepatida da Eli Lilly no
tratamento da apneia do sono
em pessoas com obesidade.
De acordo com a fabricante, o medicamento é o primeiro aprovado especificamente para essa terapia, com autorização concedida após a apresentação de estudos clínicos.
“A aprovação de Mounjaro para a apneia obstrutiva do sono é um marco transformador para os pacientes, já que se trata de uma condição subdiagnosticada e com opções de tratamento limitadas.
Mounjaro oferece uma nova esperança ao abordar a causa subjacente da doença em pacientes com obesidade”, afirmou Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly, em um comunicado.
A mudança também permitiu que dentistas realizem a prescrição do Mounjaro, já que esses profissionais atuam no tratamento da apneia dentro da chamada Odontologia do Sono.
O Conselho Federal de Odontologia (CFO) esclarece que, embora a prescrição seja uma prerrogativa legal, os dentistas devem recomendar o uso do medicamento dentro dos limites éticos, sempre priorizando a saúde do paciente.
“O cirurgião-dentista deve estar ciente de que essa indicação pode resultar em efeitos colaterais do próprio remédio ou de eventuais interações medicamentosas. A orientação do CFO é de que a prescrição seja feita com autonomia, mas de forma responsável, com acompanhamento multidisciplinar”, afirma o órgão.
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